continuaçao.
Thiago sentiu-se atônito. Seu DNA serviu para criar um monstro!
- Mas eu irei acabar com isso! – gritou Lívia.
Logo após seu grito, seu corpo começou a se transmutar. Ela cresceu até chegar a uns cinco metros de altura, seus músculos cresceram de forma desordenada enquanto sua roupa aderia à pele, se transformando nela. Asas de pena que tinham trinta centímetros cresceram proporcionalmente ao corpo, que tinha uma tonalidade branca-acizentada. Assim que a transformação terminou Baltazar exclamou claramente calmo:
- Vai usar o Titã-Alma? – ele começou a rir – boba! – e então seu riso começou a engrossar e ter um som para dentro.
Seu corpo cresceu para o também cinco metros, sua roupa aderiram ao corpo, que se tornou avermelhado, seus músculos cresceram, juntamente com asas de morcego e uma cauda fina, suas unhas, ao contrario de Lívia, cresceram pontudas como garras.
Lívia já havia explicado que cada pessoa tinha um Titã-Alma em si. E que cada um correspondia à base de pensamentos da pessoa, como o caso da Visão Diferenciadora de Personalidade, em que pessoas boas teriam a forma em que Lívia se transformou, e más se transformariam no que Baltazar se transformou. Mas mesmo assim ficou surpreso com a transformação.
O chão rachou com o peso duplo, mas não cedeu. Os dois evocaram espadas de energia, que eram do tamanho de Thiago.
- Você pode ainda desistir Baltazar – gritou Lívia, e sua voz angelical se transformou num grito grave e monstruoso.
- Só se você me matar! – gritou em resposta, na mesma voz.
- À vontade!
Os dois se precipitaram para a batalha que custava a vida. Fagulhas causadas pelo choque das espadas voarão para todo lado, enquanto eles desferiam golpes complexos e ardilosos. O chão tremia perigosamente.
Como não tinha nada para fazer, Thiago continuou a se curar. Assim que terminou ele olhou no relógio: 09h56min da manhã. O barulho da batalha ecoava lá em baixo e, apesar de serem quase dez horas, se lembrou do sonho. “O relógio marcava dez horas da manhã. Um ensurdecedor grito de luta ressoava lá em baixo. Ele estava no alto de um prédio, o coração estava ansioso.”
Então ele tinha feito uma premonição! Ele previra o que iria acontecer, a hora, o a luta, o prédio, tudo. Em sua felicidade ele ficou mirando o relógio sem mesmo vê-lo, e quando retomou de seu devaneio, o relógio marcava dez horas da manhã.
Mas aquilo significava que iriam acontecer outras coisas, como aquele cone de ar, parecido com um furacão... O furacão de um quilômetro. Aquela estranha visão dos braços e pernas peludas e a dor no peito, tudo isso irá acontecer.
Sua atenção voltou para a briga que estava acontecendo lá em cima do prédio. Lívia e Baltazar ganharam inúmeros cortes. Penas brancas estavam espalhadas por todo lado, algumas caindo para a batalha lá em baixo, e pedaços da asa de Baltazar estavam espalhados perto da briga. Inúmeras marcas de queimados salpicavam o chão, causadas pela faíscas enormes. Pedaços do chão simplesmente sumiram, devido à violência da briga.
Thiago se virou desinteressado para a batalha lá em baixo. A imagem estava monótona. Ele não tinha mais nada para fazer. Agora era só esperar.
continua....
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