continuaçao. revelaçoes estao sendo feitas, e a historia está chegando ao final.
decisoes cruciais que podem decidir o futuro dos personagens estao prestes a serem feitas.
Apesar da situação, apesar de estar deitado numa escada de cabeça para baixo, cheio de cortes e possivelmente uma costela quebrada (a cada respiração era uma agonia), Thiago achou maravilhoso poder estar deitado, descansando o corpo. Thiago levemente abriu os olhos, e viu na escuridão Baltazar descendo as escadas, provocando a cada pisada uma avalanche de escombros, às vezes pequena. Uns três degraus ante de chegar ao Thiago ele teve que retirar um bloco da escada, jogando-a com bastante estardalhaço lá em baixo. Ele se agachou ao lado de Thiago e provocou:
- Ora, ora, o nosso querido Thiago – ele pronunciou o nome com uma voz fina de grito, imitando alguém pedindo socorro – está esparramado pelo chão, todo machucadinho.
Baltazar olhou para Thiago de cima a baixo, com os olhos da cor de uma berinjela. Estava fazendo uma inspeção raios-X dele.
- Hum... – tornou a dizer – o que você acha disso? – e então cutucou bem onde estava a costela quebrada.
O grito de dor escapou involuntariamente da boca de Thiago enquanto suas costelas doíam.
- Tadinho. – foi à única coisa que Baltazar falou, em tom sarcástico. – não vai me impedir.
- Não vou deixar você dominar o mundo.
Baltazar deu uma gargalhada.
- Quem lhe disse essa besteira? Acho que foi o Diogo. Mundo, mas que piada.
- Mas você só vai se contentar com esse país? – o tom da voz de Thiago o deixou vermelho. Sem aviso ele pegou na garganta de Thiago e o jogou direto no teto.
Thiago só teve tempo de convocar um escudo de energia antes de se chocar com o teto, evitando a morte causada pelo impacto, que destruiu o teto e ele ainda continuou a subir, devido à força de Baltazar. A pequena distração provocada pelo teto foi o suficiente para ele parar de produzir o escudo. Enquanto caía em direção ao chão, ele tentou absorver a queda com o braço direito, mas quando ele bateu no chão sentiu os ossos quebrarem. Agora ele não se importava mais com o que o Baltazar diria, e começou a chorar de dor.
- Ta chorando, ta? – disse Baltazar rindo, esticando o braço para matar Thiago.
- Fique longe dele! – gritou Lívia.
Uma expressão de puro espanto apareceu no rosto de Baltazar. Ele se virou:
- Lívia! A defensora dos fracos e oprimidos! O que veio fazer aqui nessa linda manhã de sexta? – disse ironicamente.
- Saia de perto do Thiago – ordenou
Um riso se formou na boca de Baltazar.
- Então vocês já se conhecem?
- Ela tem me ajudado muito nesses últimos dias. – disse Thiago meio entre dentes pela dor.
Apesar da intromissão dele na conversa, nem Lívia nem Baltazar tiraram os olhos uns dos outros. O ar lá estava tenso.
- Mas acho que ela não te contou o essencial... Ou será que ela te contou o fato de nós sermos irmãos?
Thiago se sentiu completamente sem chão. Será que todo esse tempo ela era só uma espiã de Baltazar? Será que todas aquelas ajudas foram simples fingimentos?
Thiago olhou para ela buscando respostas, que ela, mesmo sem desviar os olhos de Baltazar, respondeu:
- Olha quem fala! Me repreende por não contar que eu sou sua irmã, mas não fala pra ele que você é adotado.
A desconfiança em Lívia se abrandou, mas ainda estava tenso.
- É verdade – afirmou Baltazar, como se estivesse confirmando uma resposta certa – mas me diga: quem mais nessa cidade iria me aceitar? Quem nessa mixuruca de cidade iria aceitar um bebê-clone?
Thiago petrificou-se, parando no exato momento em que curava sua costela com a mão esquerda. Clone? Então...
- É, eu sou o primeiro clone humano da história. – disse como se tivesse lido os pensamentos de Thiago – e quem, em sã consciência, me aceitaria, um clone humano?
- Ainda não entendo. – disse Thiago, apesar de estar falando com o seu inimigo – não entendo por que alguém não aceitaria ficar com você. – ainda sim ele evitou um tom de compaixão na voz.
- Eu não sou um simples clone – respondeu no mesmo tom de antes – eu fui mudado geneticamente para que eu não parecesse exatamente com o meu “original”. O meu DNA foi recombinado para que meus traços básicos fossem completamente opostos ao garoto clonado.
- Ainda não entendo. – disse retomando a cura de seus ferimentos.
- Mas não foi só isso! Eu também fui programado para ter um crescimento acelerado, até que a minha idade se igualasse ao do clonado, que aconteceu quando eu tinha quatorze anos. E então, que família iria querer um garoto que tivesse um crescimento rápido, que depois de um ano ele já tivesse corpo de cinco? Mas então, a família dela me acolheu, dando casa e um quarto para dividir com o futuro presidente – então Lívia é irmã do ex-presidente! – e eu fui crescendo, crescendo, e continuando a ser o ultimo a ser lembrado pela família perfeita! Até que chegaram meus quatorze anos. E o Diogo veio me fazer uma visitinha. – apesar da história, os olhos dele não se moveram – e, apesar da tentativa, não conseguiu me matar, isso ajudou a alimentar a minha ira contra ele.
- Mas você foi clonado de quem? – perguntou enquanto curava o braço e a palma da mão.
- A... Venho esperando anos para responder essa questão para você.
- Eu?
- É... Não entende por que você?... Deixe-me esclarecer. Eu, Baltazar, fui clonado de... Você.
continua...
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