continuaçao do primeiro capitulo:
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Ele mal trancou a porta e lançou a mochila no sofá branco da mãe, pegou o mp3 do bolso e colocou na rádio, só para então subir as escadas (já que a casa, como todas da rua, era de dois andares) e ir para o quarto.
Ele estava quase na porta do quarto quando escutou um barulho, um barulho forte suficiente para abafar o som da rádio, porém fraco o bastante para só quem estivesse na porta do quarto – ele – escutar.
Thiago pegou os fones e guardou no bolso, olhou para os dois lados e só então deu um passo. Respirando devagar olhou pela porta entreaberta, viu uma fumaça preto-transparente subindo pela cama. Ele entrou no quarto e foi para a cama para ver de perto o que aconteceu, só assim ele pode ver que o que causara a fumaça era uma carta – intacta – rodeada de fuligem. (na coxa branca)
- Minha mãe vai me matar – disse quando viu o estrago.
Ele esticou um dedo e encostou-a na carta, antes de puxar a mão rapidamente, a carta estava normal.
Ele a pegou de novo e a abriu, revelando o seu conteúdo:
Olá, você de qualquer época.
Sei que é meio difícil de acreditar, mas eu sou do futuro, eu estou correndo perigo mortal, por favor, ajude-me.
Se você for do passado, escreva “passado” no verso desta carta, se não for, escreva “quais as coordenadas”, ajude-me.
Thiago não conseguiu acreditar no que ele acabara de ler, pois ele acreditava ser obra dos seus colegas. Eles fazem isso o tempo todo, só por que eu acredito em quase tudo.
Mas dentro dele uma voz dizia “você não tem nada a perder”, e com coragem, pegou uma caneta e escreveu:
Passado
A carta nem se mexeu.
Descontente por ter sido feito de palhaço, ele jogou a carta ainda aberta na cômoda.
Assim que a carta deixou de tocar a pele dele ela se dobrou sozinha, como se quisesse ficar dobrada, assim que ela tocou a cômoda, ela explodiu. Como Thiago estava na beirada da cama, com o susto ele foi para trás e caiu de costas no chão. Retomado do susto, pegou um pano úmido e limpou a cama, e depois que ela já estava limpa ele se dirigiu para a cômoda, para então ser interrompido por outra explosão.
A carta havia voltado:
Bem, se é assim, você com certeza não sabe como ter uma máquina do tempo, ou sabe? De qual ano você é? E por fim, você tem medo de isso ser uma pegadinha?
Obs.: responda uma de cada vez separada por vírgulas, e de preferência seja direto.
Ele olhou para a carta meio sem entender, por fim pegou a caneta e escreveu no verso, já limpo:
Não sei, 2009, sim.
E soltou a carta, que se dobrou e explodiu.
Mais um minuto se passou antes de vir outra explosão:
Vejamos, não, isso não é uma pegadinha, por que acho que é impossível para o ano em que você vive se feito esse tipo de truque e, sobre a maquina, você pega um relógio que mais tiver valor sentimental, coloque-o entre suas mãos e diga em voz alta: “relógio meu, serás meu transporte via espaço tempo”. Eu não o faço por que uma vez feito não da para se substituir e confiscaram o meu.
Para vir onde eu estou você coloca no relógio: 12-04-2035
(Para diminuir a dúvida eu tenho 29 anos). Daí você imagina: Rua dos mercados, 223, centro. Não demore, por favor.
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