- Tem como impedi-lo? – perguntou Thiago, temeroso da resposta se não.
- Ele vai me caçar, (isso é obvio), por que eu lidero... Por que eu sou seu maior problema, e com viagens ao futuro e outros meios... Preciso voltar ao futuro com você para buscar meu relógio, para começarmos a ser independentes uns dos outros.
- Mas quando?
- Pode ser...
Ele foi interrompido por uma campainha
- Vamos ver quem é? – perguntou Thiago enquanto abria a porta
- Vamos – respondeu Diogo
Eles se agacharam no chão e foram para perto da escada, onde podiam ver sem ser vistos. Da posição onde eles estavam podiam ver claramente a sala, aonde Sara deixava entrar um homem alto – para Thiago – careca, porem de bigode e cavanhaque rentes e ligados.
- O conheço do meu tempo – falou friamente Diogo – ele é o Baltazar
- O que?
- Shhh – indicou
Agora Baltazar já estava acomodado e então começou a conversa.
- Como já lhe disse – sua voz era meio parecido com a de Diogo, porem era mais dura – eu sou um comandante de policia e seu filho foi pego roubando.
- O que? – gritou Sara e exclamou sussurrado Thiago
- Vamos contar para minha mãe quem é ele e quem você é! – disse ele depois que Baltazar começava a contar uma mentira de todo inventada
- Tem certeza? – disse ironicamente – Se sua mãe ficar sabendo vai acontecer um fenômeno conhecido por choque temporal.
- Choque temporal?
- É quando a pessoa encontra-se com algo do futuro, se esse algo é também uma pessoa, as duas sofrem.
- Sofrem?...
- Um choque mais potente que um raio, há quem sobreviva, mas nisso não estão incluídos os velhos, as crianças e nem mulheres. Só homens, e assim só os saudáveis.
- Isso quer dizer...
- Sua mãe ó... – disse Diogo passando a mão reta sobre a garganta
- E por que eu não...
- Você não espera que eu saiba de tudo...
- THIAGO!
O grito veio da mãe:
- Faça o que fizer, não diga a ele que eu já achei você, quanto mais ele achar – a mãe deu outro grito – que eu não fiz contato ainda melhor.
- Por que ele – a mãe deu mais um grito – acharia isso?
- Ele já não esta aqui?
Thiago desceu as escadas
- Sim? – perguntou como se tivesse no quarto
- Você fez algo de errado hoje?
- Como...? – perguntou mais uma vez fingindo ignorância
- Roubo – completou Baltazar
- Se eu tivesse você saberia – disse se referindo ao “radar”
- É verdade... Mas mesmo assim você esta de castigo. Ele me falou que você não chegou a roubar... Mas cadê o inspetor? Ele precisa ter uma conversa com o comandante... Você esta encrencado! Diogo!
Um grito desses não da para se disfarçar, então com a menção do nome Baltazar contorceu a cara, e contorceu mais ainda quando passos ressoaram na escada. Thiago desviou o olhar do “inimigo” ao ouvir Diogo falando na maior calma:
- Sim?
- Este moço... – Sara parou assim que percebeu a porta batendo e que Baltazar sumira. – estranho... Mas mesmo assim, você esta de castigo.
E sem nenhuma palavra foi para a cozinha
- Ela não devia ter dito meu nome – falou Diogo
- Não mesmo – completou Thiago.
Eles haviam voltado para o quarto e re-trancado a porta, com um suspiro Thiago se afundou na cama, e Diogo na cadeira da mesinha do computador. Diogo falou:
- Thiago, está na hora de você saber que tem sim como vencer Baltazar.
- E qual é?
- Eu não me lembro direito, mas já foi publicada a edição 23 do gibi guerras no mundo de poder?
- Sim, foi o que eu mais gostei, foi nessa que eu tinha entendido o significado “guerras de poder”, foi massa os humanos soltando poderes junto de...
- Já chegou ao ponto que eu queria – cortou Diogo – o fato é, você lembra como os humanos ganharam poder?
Thiago pensou um pouco
- Poder do universo? – chutou
- Isso! O poder do universo, quando esse gibi saiu, os cientistas ficaram entusiasmados com a idéia de poderem fazer o liquido que da poder
Thiago meditou um pouco:
- Mas para que?
Os olhos de Diogo faiscaram
- Você não sabe?
- Não.
Os olhos faiscaram ainda mais
- É por causa de um outro tipo de liquido, mais poderoso, a essência.
Thiago fez cara de “e...?”.
- O poder do universo dá para as pessoas a possibilidade de soltar qualquer poder, usando palavras ou não. A essência também.
- E o que as diferencia?
- O poder do universo, se você não utilizá-lo durante duas semanas, nem um pouco, o poder se auto-extingue. A essência não, se você ficar cinqüenta anos sem usá-lo, quando você pegar para fazer de novo, ele esta lá, mais forte, até.
“O poder do universo é só um meio para se chegar à essência,dizem até que se você tiver precisando, dá para se evocar a essência do mundo, mas deve ser besteira” zombou “o importante é saber que Baltazar também quer a essência”.
- Droga! Mas, Diogo, a essência existe?
Diogo se perguntou se estava indo longe demais, mas continuou:
- Sim, nós... Eu a escondi secretamente no cemi... Primeiro distrito policial do futuro.
- Vamos pega-la! – exclamou Thiago, feliz pela aventura estar no caminho.
- A é? Com só você de relógio? Esta mais fácil me colocar numa bandeja de prata com maçã na boca! Vamos pensar Thiago! – falou mais bravo – o que você faria se fosse Baltazar, agora que estamos juntos?
- Nos pegaria daqui a alguns dias, por que essa seria a nossa medida.
Diogo se surpreendeu melhor impossível
- E nos esperaria nos estoques, por isso vamos pegar o relógio amanhã e esperaremos algumas semanas antes de voltarmos para o futuro novamente, eles vão pagar o dia em que tiveram que fazer nós nos encontrarmos!
À noite, enquanto observava o corpo volumoso de Diogo – que estava dormindo no quarto dele, já que o quarto de hospedes estava precisando de limpeza – subindo e descendo com a respiração, pensava sobre os acontecimentos do dia.
Fui ao futuro, conheci um homem de lá, já estou sendo caçado e tem poderes e uma essência! Tudo num só dia! Cara... Se eu pudesse saber que ele é confiável... Fui estúpido... Mas algo diz que ele é confiável. Um dia! Um dia e minha vida esta dando volta como num carrossel... Espero que não cheque a uma montanha russa.
Mal ele sabia que só estava começando.
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