ai vai o primeiro capitulo:
O COMEÇO DE UMA NOVA ERA
Um barulho irritante o acordou.
Thiago abriu rapidamente os olhos, o barulho era uma musica da rádio com um bip alternado com outro a cada segundo. Era irritante.
Ele destravou o rádio relógio e olhou para o quarto meio escuro-avermelhado, por causa do amanhecer, e suspirou. Foi até a janela e abriu-a, dando umas boas-vindas para o sol. Com a janela já aberta foi para o espelho na cômoda do quarto, se olhou pelo espelho. Nem parece que é ultimo dia de aula. Suspirou de novo, seu ultimo dia na sétima serie.
Ficou contemplando seu rosto durante um minuto, contemplando o que puxara dos pais, os cabelos castanhos meio loiros e a pele branca da mãe, os olhos claros e corpo mediano, mas forte do pai. Pai... Uma lágrima escorreu pelo rosto.
Dez minutos depois ele já estava pronto para ir para escola, só tinha que tomar café e ir.
Na volta da escola ele e Matheus – seu melhor amigo – estavam conversando, estavam a pé por que as respectivas mães estavam trabalhando e não poderiam pegar os filhos. Thiago ia de cabeça baixa.
- Mas diz aí, quem foi o melhor, o Fê ou o Cássio? – perguntou Matheus sobre a discussão proposta pela professora para defender a “ré” do “julgamento”
- O Fê, é obvio! – respondeu rápido
- E aí, você vai poder dormir lá em casa?
-... Não, minha mãe acha que eu não sou merecedor de tal ato – zombou – mas ela disse que eu posso daqui a dois meses.
- Ano que vem então? – ele esperou que o amigo respondesse, e ganhou de volta um aceno de cabeça – aonde você irá passar as férias? – perguntou tentando mudar de assunto
- Em casa.
Logo Matheus percebeu que Thiago não queria conversa.
Ele se conteve para perguntar.
Mas não aquentou:
- O que foi? Sou eu?
Thiago finalmente levantou a cabeça
- O que?
- O problema. Você não fala mais do que sim, é obvio, não, pode ser, talvez. Isso enche! Eu vou perguntar de novo: sou eu?
Thiago teve que pensar um pouco antes de entender que o amigo estava falando
- Não.
Matheus teve um surto:
- É disso que eu estou falando
Thiago surtou também
- Lembra do meu pai? Hein? Lembra? Então?! Hoje faz dois anos! Dois, ta me ouvindo? Dois!
Matheus abaixou a cabeça
- Desculpe, eu esqueci.
- Esse é o meu problema: eu também estou quase me esquecendo
- Lembrar não vai lhe fazer bem.
Uma lágrima escorreu. A aquela altura já tinham parado a caminhada:
- Ele... Ele... – Thiago pegou coragem – ele era tão... – ela fugiu dele novamente
Matheus então esticou os dois braços em um gesto “dá cá um abraço!” Que todos da sala faziam de brincadeira com quem estava triste.
Thiago conhecia aquela brincadeira, por isso hesitou, mas Matheus abaixou de leve a cabeça em sinal de aprovação.
Thiago abraçou o amigo do abraço apertado. Matheus, que entendia o amigo, passou solidariedade para o amigo através do abraço, nesse momento, sentiu que o ombro estava molhando. Era o choro do amigo.
- Calma... – tentou
- Dois anos... Dois anos que ele morreu... Ainda sinto falta dele – desabou Thiago – nós ainda mal nos acostumamos com a vida sem ele.
Thiago se soltou para enxugar as lagrimas, só então perceberam que estava na divisão imaginária entre a casa da Elza, a vizinha encrenqueira, com a de Thiago, e do outro lado da rua a casa do Matheus.
- Bem preciso ir – disse Thiago – obrigado pelo apoio... Tenho que ir, se a minha mãe me pega em casa, sozinho e sem ter ajeitado o quarto eu fico de castigo.
E assim foi um para casa lado.
......
ainda nao terminou o 1 captulo
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