a partir desse capitulo teremos açao, revelaçoes e muitas novidades na vida de thiago.
a reta final começa agora.
Thiago havia ganhado um quarto na antiga loja da APSE.
Thiago estava deitado com a mesma roupa que tinha ido, em cima da cama feita e olhando para o teto. Seu pensamento estava longe:
“Eu posso declarar guerra... Não faz diferença se eu me mantiver escondido. Ele logo vai me descobrir... E mesmo que eu faça... Tem que ser uma entrada triunfal...”.
Seus pensamentos foram interrompidos por uma batida na porta.
Thiago desviou os olhos e viu Lucas.
Ele era um garoto chato.
- Oi? – perguntou se fazendo de bobo.
- Thiago... Eu vim falar com você... Posso?
Ele estava sendo educado?
- Pode.
Thiago se sentou na cama, e Lucas por sua vez foi até a sua frente:
- Qual é o seu plano? – perguntou de uma vez só, Thiago notou um pouco de ironia na voz.
- É mostrar que viemos pra valer...
- Ta doido? – cortou Lucas – Depois de anos que Diogo...
- Eu! – dessa vez foi Thiago.
- Ta, você... – zombou – depois de anos que você ADULTO gastou para nos manter invisíveis...
- E o que você sugere? Que continuemos assim até que eu tenha que procurar a minha própria ajuda e morrer logo em seguida?
Lucas ficou meio perplexo com a falta de respeito ao chefe, depois se lembrou que ele estava falando dele mesmo.
- Pelo menos ele tinha juízo...
- Ele me chamou – rebateu Thiago.
- Ele estava desesperado...
Thiago deu um pulo da cama, o que fez ele ficar a um palmo de distancia de Lucas.
- O que você esta insinuando?
- Que ele achou que você era a ultima escolha.
Thiago chegou um pouco mais perto:
- Então o que você queria? Que ele te escolhesse como líder?
As palavras começaram a sair rápido demais:
- Romeu é um ótimo comandante – respondeu Lucas na mesma velocidade – não era para ser você. Você não é desse tempo. Você nem sequer participou de uma luta. Foi sorte demais ter gases inflamáveis naquele salão. Você não conhece táticas de abordagem. Nem ao menos deve diferenciar...
- Auto lá! – gritou Thiago – você não sabe nada do que eu passei! NADA! – gritou – eu ENTREI no primeiro distrito e peguei o relógio! – Thiago apontou para Lucas – eu VI a morte de Diogo! Eu LUTEI contra Baltazar! Eu...
Thiago caiu sentado na cama:
- Eu tive que lidar com a morte de meu pai...
- Grande coisa... – essa frase foi como um balde de água fria – meus pais morreram ano passado, o carro deles estava “atravessando” o trilho de trem quando foram “atropelados” pelo trem. Isso antes de exporem publicamente a farsa de Baltazar.
- Farsa?
- Baltazar queria lançar um...
A televisão do nada ligou.
Thiago levou um susto e caiu da cama, até Lucas deu um gemido.
- Informe de rede nacional
Na tela tinha aparecido um brasão verde em chamas.
- O símbolo de Baltazar. – informou Lucas
Depois de um minuto após a acomodação deles – dois desde quando a tela apareceu – na tela apareceu um repórter de cabelos grisalhos.
“Boa tarde. – disse o repórter - Esse informe de rede nacional e em caráter de urgência é para comunicar um fato triste para a cidade.”
O repórter baixou a cabeça, retomou o fôlego e continuou:
“O governo declarou que...”.
O repórter foi chamado à atenção:
“Um míssel de alta destruição foi lançado na usina eletro-nuclear de monte Custódia, o fogo pode ser visto há nove quilômetros de distancia.”
O repórter deu um aceno com a cabeça.
A televisão apagou.
- O que foi isso? – perguntou Thiago apontando para a TV
- As TVs foram programadas para quando as noticias forem urgente elas ligassem sozinhas.
- E qual era a farsa?
- Você acabou de ver... – Thiago notou que Lucas estava pálido.
Rapidamente Thiago deitou Lucas na cama – coisa no momento fácil, já que eles estavam sentados nela – e colocou a mão na cabeça de Lucas para tirar via poder a tontura.
Um pouco antes de terminar Lucas se abriu e disse mentalmente: “veja você mesmo”.
Então Thiago viu que a usina eletro-nuclear era um projeto que foi invenção de um membro da Resistência, que unia a energia gerada de radiação com a de placas solares. Esse membro fornecia energia de graça para eles, reduzindo custos para dez por cento. A tal farsa de Baltazar era um míssel super potente, de fabricação própria, atingir a usina.
Thiago olhou para Lucas.
- Pelo menos temos algo em comum...
- O que? – perguntou Lucas.
- A morte de Diogo foi à toa depois que eu descobri que a essência era falsa. A morte de seus pais foi à toa agora que você descobriu que...
- Vamos nos vingar? – cortou Lucas
- Claro!
- Hoje? – eles estavam tendo o que se chama de “química”
- Isso!
- O que é que nós precisamos?
- Temos um toque de recolher?
- Temos!
- Um supermercado ia bem...
- Com pessoas atrasadas...
- E um ser maligno dando uma coça...
- Uma porta de vidro espatifado...
- Um teto é melhor...
- Um benfeitor...
- Benfeitora é mais original...
- Não...
- É verdade... Um benfeitor mais...
- Jovem...
- Uma luz...
- Fraca...
- Não, forte...
- Fraca, por que ia ter uma zombação...
- Ai ele aumenta a intensidade...
- E temos um Baltazar nervoso!
Depois disso eles não tiveram mais uma conversa tão amigável no dia.
O ser maligno olhou para aqueles humanos que estavam atrasados para o toque de recolher.
“Bando de humanos estúpidos verá o que vai acontecer”.
- O que vocês pensam que estavam fazendo?
- Compras? – Falou Lucas
O ser maligno levantou o braço para bater no Lucas.
Romeu deu passo e deu um pisão no pé do ser.
O ser se inclinou de dor. Lucas se aproveitando disso pegou uma garrafa de refrigerante de três litros, levantou acima da cabeça e desceu com tudo na nuca do ser. Com o impacto ela se espatifou e voou refrigerante de limão para todos os lados. O ser levantou a cabeça.
- Isso não machu...
Não esperando o final da frase, Liza pegou o carrinho dela e empurrou rumo ao ser, que deu um pulo.
Não calculando direito – por ser um ser maligno – ele bateu no teto e quebrou uma lâmpada.
“Isso!” pensou Lucas.
Assim que o ser pousou no chão, o teto desmoronou. O ser meio desnorteado olhou para trás e viu Thiago acima dos escombros, com a mão acima da cabeça segurando uma bola de luz.
O ser caiu na gargalhada. – Isso não faz nada contra mim! – gritou.
- E assim? – gritou em resposta
Thiago aumentou a intensidade ao ponto de ficar insuportável olhar para a luz, o ser pos o braço na frente dos olhos, se contorceu para trás, deu um uivo e explodiu na forma de pó. Thiago desceu os escombros, perguntou um “feridos?”, e em resposta recebeu um “não”, então firmou os dois pés no chão e gritou:
- RECONSTRUA!
Uma luz azul saiu da palma da mão dele e se expandiu para o supermercado, e conforme foi passando nos escombros, eles sumiam com se fossem fumaça e o poder fosse um purificador, e no buraco do teto, aonde o poder passava o teto se reconstruía, como se tivesse tampado ele com as mãos e estivessem tirando a mão da frente, quando terminou Thiago disse:
- Vamos embora.
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